Na atualidade, mais do que em outros momentos da sociedade, o cidadão precisa compreender conceitos e desenvolver a capacidade de tomar decisões.
Mais do que memorizar informações, ele precisa saber buscá-las, relacioná-las e aplicá-las. Na visão da escola moderna é necessário que o aluno possa sair da condição de mero espectador e chegar a entender as inter-relações entre as ciências, tecnologias, mercado, cultura, tendências e sociedade.
A diversificação nas metodologias, as didáticas, os procedimentos para que essas inter-relações aconteçam, são as vias mais fortes de mudanças que temos apresentado em nossas escolas ou pelo menos estamos correndo atrás para tal e acompanhar o tempo de nosso aluno, que é rápido e intenso.
Exemplificando um pouco isso, vemos o Gestar II como uma didática renovada, ou seja, uma nova forma bastante descontraída e divertida de abordar assuntos dentro da disciplina de Língua Portuguesa em que o aluno se envolve e aprende, porém profunda, contextualizada e de fundamentação significativa.
Nele o aluno vai e vem, correlacionando os temas abordados e construindo seu próprio aprendizado, resignificando e pontuando no seu dia-a-dia e em sociedade.
Promover estes encontros para estudarmos os cadernos (TPs), as atividades a serem aplicadas, só fazem com que nos deparamos com novas expectativas em relação ao aprendizado do aluno.
Aprendizado esse que deve privilegiar a interação entre o que estes TPs trazem para ser ensinado e como o aluno aprende. Em outras palavras, nós professores , temos que pensar como o aluno obtém, seleciona, interpreta e transforma a informação que recebeu e que está nos diversos meios de comunicação e linguagens como: propaganda, quadrinhos, fábulas, charge, tabelas etc. Vemos assim um leque muito amplo que o professor pode se apropriar para ensinar seus alunos e fazer com que eles se desestabilizem e fiquem vislumbrados ao se depararem com estas estratégias e ao mesmo tempo, possibilitar, ser, fazer e conviver, promovendo uma nova estabilização.
É nas entrelinhas do fazer pedagógico dos TPs e suas atividades, que podemos verificar a apropriação ou não do novo aprendizado. É na mescla do senso comum de sua realidade com o conhecimento científico que se criará uma situação de novamente desestabilizar, assimilar e acomodar para a aprendizagem (Piaget ).
Podemos dizer portanto que a prática pedagógica perpassa por infinitos caminhos mas que ao final, o objetivo é ver nos alunos o conhecimento apropriado de maneira particularizado e sendo utilizado par o desenvolvimento do grupo e consequentemente da sociedade.
Naide Feller - Supervisora Escolar da Rede Municipal de Ensino de Nova Trento
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Relatório do 7º encontro TP5 - Oficina 9
O estudo do TP5 ocorreu no dia 13/10. Lacioni e eu começamos primeiramente lendo a seção 1 " A noção de estilo e o objetivo da Estilística" páginas 15 e 16 do TP5.
Para revisar a teoria do caderno já estudado em casa, fomos acompanhando e debatendo a apresentação dos slides do TP5
Check out this SlideShare Presentation:
Debatendo sobre a questão da coerência textual vimos que ela deve estar presente em todos os tipos de texto que produzimos, sejam eles descritivos, narrativos ou dissertativos
Um bom texto é aquele que se revela para o leitor como uma unidade, e não como uma colcha de retalhos, ou seja, um amontoado de frases isoladas e sem nexo. O que confere unidade ao texto é a coerência e a coesão.
Para explicar sobre coerência, o cursista passou o seguinte texto para seus alunos de 8ª série:
Coerência na descrição
Descrever, como você já sabe, é atribuir traços distintivos a uma pessoa ou paisagem.
Se eu digo, por exemplo, que o fato ocorreu numa tarde agradável de verão, não posso em seguida dizer que soprava um vento frio de gelar os ossos, ou que o céu estava coberto de nuvens escuras, prenunciando um forte temporal.
Ora, se é uma tarde agradável de verão, os traços “vento frio de gelar os ossos” e “céu coberto de nuvens escuras, prenunciando um forte temporal” estão em evidente contradição com a qualidade agradável de verão”. Não há, pois, lógica interna na descrição. Ela é incoerente. Leia agora este fragmento de uma crônica de Carlos Heitor Cony:
Rio de Janeiro – Era gordo, alto, parecia um português de baixa origem que fizera dinheiro vendendo cereais na rua Acre. O bigode não era farto como os dois lusitanos que torcem pelo Vasco: era um meio-termo entre os bigodes de Carlitos e Hitler. Vestia-se bem, usava chapéu, o que fazia seu vulto maior e mais respeitável.
Rico, não precisava trabalhar, daí que se tornou crítico de livros e teatro, era generoso com os estreantes e severo com os medalhões.”( Folha de S. Paulo, 28/1/1999. 1º caderno, p.2)
Nesse caso, temos uma perfeita coerência descritiva. Veja que é coerente os lusitanos que vivem no Rio de janeiro torcerem pelo Vasco, e que o uso de chapéu faz a pessoa parecer maior.
Em “O bigode não era farto...era um meio-termo entre os bigodes de Carlitos e Hitler”, a comparação é coerente, já que nem Carlitos nem Hitler possuíam bigodes fartos.
A constatação de que, por ser rico, não precisava trabalhar também revela coerência.
Coerência na narração
Você já sabe que uma narração há dois elementos essenciais: personagem e fato. Narrar é, portanto, atribuir ações a personagens.
A atribuição das ações a personagens deve ser coerente. Eu não posso dizer, por exemplo, que uma menina de seis anos andava pelas ruas carregando uma pedra de trinta quilos. Isso não seria verossímil, ou seja, passível de ser verdade.
Quando contamos uma história, não é necessário que ela seja verdadeira (grande parte das histórias que lemos são ficcionais), mas é fundamental que ela seja verossímil.
Na narração, é também fundamental a coerência da linguagem. Quando um personagem da narração fala de viva voz (discurso direto), sua linguagem deve ser coerente, ou seja, o registro de sua fala deve ser adequado ao seu nível social e cultural. Se numa narração você tem, por exemplo, um personagem bóia-fria, a sua linguagem não poderá ser a de um jovem de classe média que vive numa cidade.
Leia agora o texto abaixo.
SOFIA
Já tinham brincado muito, e agora estavam reunidos ao pé do poste, pensando numa nova coisa para fazer.
Ainda era cedo, a noite apenas começara.
- Vamos mexer com a Sofia?- propôs um.
- Sofia era a dona do mercadinho – a vítima predileta deles. Pintavam o sete com ela. Sofia assustava-se com nada, e isso os deliciava. Viviam assombrando-a; vozes estranhas chamando lá fora, e ninguém (estavam no telhado, caveira de mamão verde com vela acesa dentro, capas, máscaras horrorosas, o caixote de lixo que sumia, o ferro de abaixar a porta que sumia, ratos, sapos, lagartixas aparecendo de repente, minha nossa1 quase desmaiava, dessa vez eu chamo o guarda, mas nunca chamava o guarda, e tudo o que fazia era ameaçar os meninos, agitando o braço gordo:
- Eu vai contar bra seu pai, menino! Eu vai contar bra seu pai!
- Eles riam, alegres, distantes do braço dela.
- Raledine baculé, pé de turco tem chulé!
- Moleques! Sembregonhas!
- Sofia guer gombra galinha de raça? Cadê os urubus que ocê comprou hem Sofia? Cadê as galinhas de raça?
Caíam na risada.
Coerência na dissertação
Você já sabe que dissertar é defender um ponto de vista através de argumentos.
Se numa dissertação você for defender a tese de que a democracia é um bom regime para o país, não poderá usar argumentos que contradigam a sua tese. Não poderá afirmar, por exemplo, que não deveria mais haver eleições, que o Congresso Nacional deveria ser fechado, que só intelectuais podem ser governantes etc.
A coerência na dissertação é decorrente não só da apresentação de argumentos lógicos e convincentes, mas também da concatenação entre os vários argumentos apresentados.
Lembre-se ainda de que a conclusão de uma dissertação deverá ser coerente com a argumentação apresentada.
Leia agora mais um pequeno texto.
SEXO SE APRENDE NA ESCOLA
O ambiente escolar pode ajudar o jovem a descobrir a si mesmo e a inserir-se no seu mundo. A Orientação Sexual lida com um aspecto vital no amadurecimento mental e na formação de sua personalidade. A troca de vivências com pessoas da mesma idade e a aprendizagem do respeito por posições diferentes oferecem ao adolescente um melhor desenvolvimento de si mesmo, tendo o outro como referência. Conhecendo-se mais profundamente, sendo ouvido e respeitado pelos colegas e pelo professor, o adolescente tem melhores condições de assumir suas crenças, valores e identidade.
( SUPLICY, Marta et al. Sexo se aprende na escola. 2.ed. São Paulo: Olho Dágua, 1998. P.13)
No segundo momento Lacioni relatou a aplicação do "Avançando na prática" (descrito abaixo). A avaliação dessa atividade foi ótima, uma vez que os alunos se empolgaram para construir "palavras-sentimentos" e "palavras-imagens".
Avançando na prática - página 40 TP5
A seguir apresentamos um texto que mostra a tonalidade emotiva das palavras.
Você poderá usá-lo nas turmas de 5ª a 8ª séries, pois certamente o modo como a autora desenvolveu esse “verbete” original vai agradar aos alunos e motivá-los a também apresentar as motivações que sentem nas palavras. Assim, a sala de aula será, mais uma vez, um espaço de interação.
Se achar conveniente, faça ajustes na atividade, de modo a torná-la mais significativa para seus alunos.
1. Leia o texto para os alunos. Mostre que as definições de palavra expressam a tonalidade das palavras, o sentimento que cada uma desperta em quem as usa.
2. Peça aos alunos que também citem palavras e as motivações que sentem nelas. Liste-as no quadro e comente as impressões com a turma.
Palavra
As gramáticas classificam as palavras em substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção, pronome, numeral, artigo e preposição. Os poetas classificam as palavras pela alma porque gostam de brincar com elas e para brincar com elas é preciso ter intimidade primeiro. É a alma da palavra que define, explica, ofende ou elogia, se coloca entre o significante e o significado para dizer o que quer, dar sentimento às coisas, fazer sentido. Nada é mais fúnebre do que a palavra fúnebre. Nada é mais amarelo do que o amarelo-palavra. Nada é mais concreto do que as letras c, o, n, c, r, e, t, o, dispostas nessa ordem e ditas dessa forma, assim, concreto, e já se disse
tudo, pois as palavras agem, sentem e falam por elas próprias. A palavra nuvem chove. A palavra triste chora. A palavra sono dorme. A palavra tempo passa. A palavra fogo queima. A palavra faca corta. A palavra carro corre.
A palavra palavra diz. O que quer. E nunca desdiz depois. As palavras têm corpo e alma mas são diferentes das pessoas em vários pontos. As palavras dizem o que querem, está dito e pronto. As palavras são sinceras, as segundas intenções são sempre das pessoas. A palavra juro não mente. A palavra mando não rouba. A palavra cor não destoa. A palavra sou não vira casaca.
A palavra liberdade não se prende. A palavra amor não se acaba. A palavra idéia não muda. Palavras nunca mudam de idéia. Palavras sempre sabem o que querem. Quero não será desisto. Sim jamais será não. Árvore não será madeira. Lagarta não será borboleta. Felicidade não será traição. Tesão nunca será amizade. Sexta-feira não vira sábado nem depois da meia-noite. Noite nunca vai ser manhã. Um não serão dois em tempo algum. Dois não será solidão. Dor não será constantemente. Semente nunca será flor. As palavras também têm raízes mas não se parecem com plantas, a não ser algumas delas, verde, caule, folha, gota. As células das palavras são as letras. Algumas são mais importantes do que as outras. As consoantes são um tanto insolentes. Roubam as vogais para construírem sílabas e obrigam a língua a dançar dentro. da boca. A boca abre ou fecha quando a vogal manda. As palavras fechadas nem sempre são mais tímidas. A palavra sem-vergonha está aí de prova. Prova é uma palavra difícil. Porta é uma palavra que fecha. Janela é uma palavra que abre. Entreaberto é uma palavra que vaza. Vigésimo é uma palavra bem alta. Carinho é uma palavra que falta. Miséria é uma palavra que sobra. A palavra óculos é séria. Cambalhota é uma palavra engraçada. A palavra lágrima é triste. A palavra catástrofe é trágica. A palavra súbito é rápida. Demoradamente é uma palavra lenta. Espelho é uma palavra prata. Ótimo é uma palavra ótima. Queijo é uma palavra rato. Rato é uma palavra rua.
Existem palavras frias como mármore. Existem palavras quentes como sangue. Existem palavras mangue, caranguejo. Existem palavras lusas, Alentejo. Existem palavras itálicas, ciao. Existem palavras grandes, anticonstitucional. Existem palavras pequenas, microscópico, minúsculo, molécula, partícula, quinhão, grão, covardia. Existem palavras dia, feijoada, praia, boné, guarda-sol. Existem palavras bonitas, madrugada. Existem palavras complicadas, enigma, trigonometria, adolescente, casal. Existem palavras mágicas, shazam, abracadabra, pirlimpimpim, sim e não. Existem palavras que dispensam imagens, nunca, vazio, nada, escuridão. Existem palavras sozinhas, eu, um, apenas, sertão. Existem palavras plurais, mais, muito, coletivo, milhão. Existem palavras que são palavrão. Existem palavras pesadas, chumbo, elefante, tonelada. Existem palavras doces, goiabada, marshmallow, quindim, bombom. Existem palavras que andam, automóvel. Existem palavras imóveis, montanha. Existem palavras cariocas, Corcovado. Existem palavras completas, elas todas.
Toda palavra tem a cara do seu significado. A palavra pela palavra tirando o seu significado fica estranha. Palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra não diz nada, é só letra e som.
Falcão, Adriana. Pequeno dicionário de palavras ao vento. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003, p.108-10.
Lista de palavras citadas pelos alunos:
A palavra caneta, escreve
A palavra borracha, apaga
A palavra tijolo, constrói
A palavra rio, corre
A palavra água, molha
A palavra toalha, seca
A palavra bolsa, leva
A palavra porta, abre e fecha
A palavra vida, não é morta
A palavra banho, nunca se suja
A palavra cão, late
Vento é uma palavra que balança.
Milagre é uma palavra inacreditável.
Sorriso é igual a só riso.
Pinga é uma palavra que cai em gotas.
Detergente é o ato de prender pessoas
Existe palavra bem funda, como profundo.
Exite palavra que é ruim ao quadrado, como amargura pois é amargo e duro ao mesmo tempo.
Balanço é uma palavra que vai e vem.
Corrói é uma palavra que rói. Força é uma palavra forte.
Amarrador = segura a dor.
O pesadelo torna a noite pesada
Cremoso é meio mole, meio duro.
A palavra sexo, reproduz
A palavra terror, assusta
A palavra camisinha, protege
A palavra morte é o fim de tudo.
Num terceiro momento do encontro, fizemos a proposta de atividades da oficina 9 - unidade 18, página 254 do TP5.

Observamos que a coerência do anúncio publicitário é construída com base no discurso de proteção à natureza tão enfatizado e fundamental nos dias de hoje.
A relação entre o texto verbal e o não-verbal se constrói de forma harmoniosa entre o título do texto que evoca as cores da natureza e que são também as cores da bandeira nacional, ou seja, remete o leitor a dupla interpretação: 1º - a empresa Furnas, por ter desenvolvimento sustentável, protege a natureza;
2º- Furnas, através de uma política ambiental, também protege a nação brasileira, protege suas crianças, seu povo, seu desenvolvimento tecnológico sem agredir a natureza.
A frase "Toda a riqueza gerada por Furnas vem do meio ambiente. Por isso é fundamental uma política ambiental voltada ao desenvolvimento sustententável do Brasil" associada com as imagens expressam a ideia de que a energia que Furnas produz, bem como o resultado dessa energia, que são o desenvolvimento das indústrias, das escolas, da agricultura, vem da natureza, por isso é fundamental protegê-la para garantir sempre o desenvolvimento associado ao bem estar de todos.
Para revisar a teoria do caderno já estudado em casa, fomos acompanhando e debatendo a apresentação dos slides do TP5
Check out this SlideShare Presentation:
Tp5
View more presentations from cleia.
Debatendo sobre a questão da coerência textual vimos que ela deve estar presente em todos os tipos de texto que produzimos, sejam eles descritivos, narrativos ou dissertativos
Um bom texto é aquele que se revela para o leitor como uma unidade, e não como uma colcha de retalhos, ou seja, um amontoado de frases isoladas e sem nexo. O que confere unidade ao texto é a coerência e a coesão.
Para explicar sobre coerência, o cursista passou o seguinte texto para seus alunos de 8ª série:
Coerência na descrição
Descrever, como você já sabe, é atribuir traços distintivos a uma pessoa ou paisagem.
Se eu digo, por exemplo, que o fato ocorreu numa tarde agradável de verão, não posso em seguida dizer que soprava um vento frio de gelar os ossos, ou que o céu estava coberto de nuvens escuras, prenunciando um forte temporal.
Ora, se é uma tarde agradável de verão, os traços “vento frio de gelar os ossos” e “céu coberto de nuvens escuras, prenunciando um forte temporal” estão em evidente contradição com a qualidade agradável de verão”. Não há, pois, lógica interna na descrição. Ela é incoerente. Leia agora este fragmento de uma crônica de Carlos Heitor Cony:
Rio de Janeiro – Era gordo, alto, parecia um português de baixa origem que fizera dinheiro vendendo cereais na rua Acre. O bigode não era farto como os dois lusitanos que torcem pelo Vasco: era um meio-termo entre os bigodes de Carlitos e Hitler. Vestia-se bem, usava chapéu, o que fazia seu vulto maior e mais respeitável.
Rico, não precisava trabalhar, daí que se tornou crítico de livros e teatro, era generoso com os estreantes e severo com os medalhões.”( Folha de S. Paulo, 28/1/1999. 1º caderno, p.2)
Nesse caso, temos uma perfeita coerência descritiva. Veja que é coerente os lusitanos que vivem no Rio de janeiro torcerem pelo Vasco, e que o uso de chapéu faz a pessoa parecer maior.
Em “O bigode não era farto...era um meio-termo entre os bigodes de Carlitos e Hitler”, a comparação é coerente, já que nem Carlitos nem Hitler possuíam bigodes fartos.
A constatação de que, por ser rico, não precisava trabalhar também revela coerência.
Coerência na narração
Você já sabe que uma narração há dois elementos essenciais: personagem e fato. Narrar é, portanto, atribuir ações a personagens.
A atribuição das ações a personagens deve ser coerente. Eu não posso dizer, por exemplo, que uma menina de seis anos andava pelas ruas carregando uma pedra de trinta quilos. Isso não seria verossímil, ou seja, passível de ser verdade.
Quando contamos uma história, não é necessário que ela seja verdadeira (grande parte das histórias que lemos são ficcionais), mas é fundamental que ela seja verossímil.
Na narração, é também fundamental a coerência da linguagem. Quando um personagem da narração fala de viva voz (discurso direto), sua linguagem deve ser coerente, ou seja, o registro de sua fala deve ser adequado ao seu nível social e cultural. Se numa narração você tem, por exemplo, um personagem bóia-fria, a sua linguagem não poderá ser a de um jovem de classe média que vive numa cidade.
Leia agora o texto abaixo.
SOFIA
Já tinham brincado muito, e agora estavam reunidos ao pé do poste, pensando numa nova coisa para fazer.
Ainda era cedo, a noite apenas começara.
- Vamos mexer com a Sofia?- propôs um.
- Sofia era a dona do mercadinho – a vítima predileta deles. Pintavam o sete com ela. Sofia assustava-se com nada, e isso os deliciava. Viviam assombrando-a; vozes estranhas chamando lá fora, e ninguém (estavam no telhado, caveira de mamão verde com vela acesa dentro, capas, máscaras horrorosas, o caixote de lixo que sumia, o ferro de abaixar a porta que sumia, ratos, sapos, lagartixas aparecendo de repente, minha nossa1 quase desmaiava, dessa vez eu chamo o guarda, mas nunca chamava o guarda, e tudo o que fazia era ameaçar os meninos, agitando o braço gordo:
- Eu vai contar bra seu pai, menino! Eu vai contar bra seu pai!
- Eles riam, alegres, distantes do braço dela.
- Raledine baculé, pé de turco tem chulé!
- Moleques! Sembregonhas!
- Sofia guer gombra galinha de raça? Cadê os urubus que ocê comprou hem Sofia? Cadê as galinhas de raça?
Caíam na risada.
Coerência na dissertação
Você já sabe que dissertar é defender um ponto de vista através de argumentos.
Se numa dissertação você for defender a tese de que a democracia é um bom regime para o país, não poderá usar argumentos que contradigam a sua tese. Não poderá afirmar, por exemplo, que não deveria mais haver eleições, que o Congresso Nacional deveria ser fechado, que só intelectuais podem ser governantes etc.
A coerência na dissertação é decorrente não só da apresentação de argumentos lógicos e convincentes, mas também da concatenação entre os vários argumentos apresentados.
Lembre-se ainda de que a conclusão de uma dissertação deverá ser coerente com a argumentação apresentada.
Leia agora mais um pequeno texto.
SEXO SE APRENDE NA ESCOLA
O ambiente escolar pode ajudar o jovem a descobrir a si mesmo e a inserir-se no seu mundo. A Orientação Sexual lida com um aspecto vital no amadurecimento mental e na formação de sua personalidade. A troca de vivências com pessoas da mesma idade e a aprendizagem do respeito por posições diferentes oferecem ao adolescente um melhor desenvolvimento de si mesmo, tendo o outro como referência. Conhecendo-se mais profundamente, sendo ouvido e respeitado pelos colegas e pelo professor, o adolescente tem melhores condições de assumir suas crenças, valores e identidade.
( SUPLICY, Marta et al. Sexo se aprende na escola. 2.ed. São Paulo: Olho Dágua, 1998. P.13)
No segundo momento Lacioni relatou a aplicação do "Avançando na prática" (descrito abaixo). A avaliação dessa atividade foi ótima, uma vez que os alunos se empolgaram para construir "palavras-sentimentos" e "palavras-imagens".
Avançando na prática - página 40 TP5
A seguir apresentamos um texto que mostra a tonalidade emotiva das palavras.
Você poderá usá-lo nas turmas de 5ª a 8ª séries, pois certamente o modo como a autora desenvolveu esse “verbete” original vai agradar aos alunos e motivá-los a também apresentar as motivações que sentem nas palavras. Assim, a sala de aula será, mais uma vez, um espaço de interação.
Se achar conveniente, faça ajustes na atividade, de modo a torná-la mais significativa para seus alunos.
1. Leia o texto para os alunos. Mostre que as definições de palavra expressam a tonalidade das palavras, o sentimento que cada uma desperta em quem as usa.
2. Peça aos alunos que também citem palavras e as motivações que sentem nelas. Liste-as no quadro e comente as impressões com a turma.
Palavra
As gramáticas classificam as palavras em substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção, pronome, numeral, artigo e preposição. Os poetas classificam as palavras pela alma porque gostam de brincar com elas e para brincar com elas é preciso ter intimidade primeiro. É a alma da palavra que define, explica, ofende ou elogia, se coloca entre o significante e o significado para dizer o que quer, dar sentimento às coisas, fazer sentido. Nada é mais fúnebre do que a palavra fúnebre. Nada é mais amarelo do que o amarelo-palavra. Nada é mais concreto do que as letras c, o, n, c, r, e, t, o, dispostas nessa ordem e ditas dessa forma, assim, concreto, e já se disse
tudo, pois as palavras agem, sentem e falam por elas próprias. A palavra nuvem chove. A palavra triste chora. A palavra sono dorme. A palavra tempo passa. A palavra fogo queima. A palavra faca corta. A palavra carro corre.
A palavra palavra diz. O que quer. E nunca desdiz depois. As palavras têm corpo e alma mas são diferentes das pessoas em vários pontos. As palavras dizem o que querem, está dito e pronto. As palavras são sinceras, as segundas intenções são sempre das pessoas. A palavra juro não mente. A palavra mando não rouba. A palavra cor não destoa. A palavra sou não vira casaca.
A palavra liberdade não se prende. A palavra amor não se acaba. A palavra idéia não muda. Palavras nunca mudam de idéia. Palavras sempre sabem o que querem. Quero não será desisto. Sim jamais será não. Árvore não será madeira. Lagarta não será borboleta. Felicidade não será traição. Tesão nunca será amizade. Sexta-feira não vira sábado nem depois da meia-noite. Noite nunca vai ser manhã. Um não serão dois em tempo algum. Dois não será solidão. Dor não será constantemente. Semente nunca será flor. As palavras também têm raízes mas não se parecem com plantas, a não ser algumas delas, verde, caule, folha, gota. As células das palavras são as letras. Algumas são mais importantes do que as outras. As consoantes são um tanto insolentes. Roubam as vogais para construírem sílabas e obrigam a língua a dançar dentro. da boca. A boca abre ou fecha quando a vogal manda. As palavras fechadas nem sempre são mais tímidas. A palavra sem-vergonha está aí de prova. Prova é uma palavra difícil. Porta é uma palavra que fecha. Janela é uma palavra que abre. Entreaberto é uma palavra que vaza. Vigésimo é uma palavra bem alta. Carinho é uma palavra que falta. Miséria é uma palavra que sobra. A palavra óculos é séria. Cambalhota é uma palavra engraçada. A palavra lágrima é triste. A palavra catástrofe é trágica. A palavra súbito é rápida. Demoradamente é uma palavra lenta. Espelho é uma palavra prata. Ótimo é uma palavra ótima. Queijo é uma palavra rato. Rato é uma palavra rua.
Existem palavras frias como mármore. Existem palavras quentes como sangue. Existem palavras mangue, caranguejo. Existem palavras lusas, Alentejo. Existem palavras itálicas, ciao. Existem palavras grandes, anticonstitucional. Existem palavras pequenas, microscópico, minúsculo, molécula, partícula, quinhão, grão, covardia. Existem palavras dia, feijoada, praia, boné, guarda-sol. Existem palavras bonitas, madrugada. Existem palavras complicadas, enigma, trigonometria, adolescente, casal. Existem palavras mágicas, shazam, abracadabra, pirlimpimpim, sim e não. Existem palavras que dispensam imagens, nunca, vazio, nada, escuridão. Existem palavras sozinhas, eu, um, apenas, sertão. Existem palavras plurais, mais, muito, coletivo, milhão. Existem palavras que são palavrão. Existem palavras pesadas, chumbo, elefante, tonelada. Existem palavras doces, goiabada, marshmallow, quindim, bombom. Existem palavras que andam, automóvel. Existem palavras imóveis, montanha. Existem palavras cariocas, Corcovado. Existem palavras completas, elas todas.
Toda palavra tem a cara do seu significado. A palavra pela palavra tirando o seu significado fica estranha. Palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra não diz nada, é só letra e som.
Falcão, Adriana. Pequeno dicionário de palavras ao vento. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003, p.108-10.
Lista de palavras citadas pelos alunos:
A palavra caneta, escreve
A palavra borracha, apaga
A palavra tijolo, constrói
A palavra rio, corre
A palavra água, molha
A palavra toalha, seca
A palavra bolsa, leva
A palavra porta, abre e fecha
A palavra vida, não é morta
A palavra banho, nunca se suja
A palavra cão, late
Vento é uma palavra que balança.
Milagre é uma palavra inacreditável.
Sorriso é igual a só riso.
Pinga é uma palavra que cai em gotas.
Detergente é o ato de prender pessoas
Existe palavra bem funda, como profundo.
Exite palavra que é ruim ao quadrado, como amargura pois é amargo e duro ao mesmo tempo.
Balanço é uma palavra que vai e vem.
Corrói é uma palavra que rói. Força é uma palavra forte.
Amarrador = segura a dor.
O pesadelo torna a noite pesada
Cremoso é meio mole, meio duro.
A palavra sexo, reproduz
A palavra terror, assusta
A palavra camisinha, protege
A palavra morte é o fim de tudo.
Num terceiro momento do encontro, fizemos a proposta de atividades da oficina 9 - unidade 18, página 254 do TP5.

Observamos que a coerência do anúncio publicitário é construída com base no discurso de proteção à natureza tão enfatizado e fundamental nos dias de hoje.
A relação entre o texto verbal e o não-verbal se constrói de forma harmoniosa entre o título do texto que evoca as cores da natureza e que são também as cores da bandeira nacional, ou seja, remete o leitor a dupla interpretação: 1º - a empresa Furnas, por ter desenvolvimento sustentável, protege a natureza;
2º- Furnas, através de uma política ambiental, também protege a nação brasileira, protege suas crianças, seu povo, seu desenvolvimento tecnológico sem agredir a natureza.
A frase "Toda a riqueza gerada por Furnas vem do meio ambiente. Por isso é fundamental uma política ambiental voltada ao desenvolvimento sustententável do Brasil" associada com as imagens expressam a ideia de que a energia que Furnas produz, bem como o resultado dessa energia, que são o desenvolvimento das indústrias, das escolas, da agricultura, vem da natureza, por isso é fundamental protegê-la para garantir sempre o desenvolvimento associado ao bem estar de todos.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Relatório do 6º encontro - TP4 - Oficina 8
No dia 30/09 Lacioni e eu continuamos o estudo do TP4. Iniciamos o encontro concluindo a oficina 8 que tinha por objetivo criar um plano de aula a partir da adaptação do anúncio da fundação estadunidense que trabalha com crianças da periferia.
O planejamento ficou assim:
1º apresentar aos alunos duas imagens contrárias: da fundação estadunidense na qual mostra pessoas com profissão (ou seja, bem sucedidas profissionalmente) e outra imagem com pessoas na rua, usando drogas, bandidos, pessoas com fome etc
2º lançar perguntas sobre:
a) o que as imagens representam? Quais os possíveis motivos (as causas ) dessa situação?;
b) perguntar a opinião deles sobre qual das imagens as pessoas provavelmente estudaram ou tiveram apoio, puderam desenvolver suas habilidades, tiveram assistência, educação, carinho etc...;
c) Qual a relação entre a situação vivida por essas pessoas e a educação?;
d) O que o estudo, a educação proporciona às pessoas? Lembrar que a educação não é apenas necessária para se ter uma profissão, pois há aquelas que não exigem tanto estudo, porém, ela é extremamente necessária para crescimento próprio, para poder se defender e encontrar os caminhos que dão respostas aos nossos questionamentos etc. Lembrar Paulo Freire no qual diz que não se estuda apenas na escola, mas se estuda quando se debate sobre um problema;
e) O que vocês querem ser "quando crescer"?;
Feitas as perguntas, solicitar que escrevam uma carta ao profissional correspondente a profissão que eles escolheram, perguntando-lhe sobre o trabalho que faz. Se gosta, se é bom, quais as dificuldades que há,( quais são os "ossos do ofício"), se precisou estudar muito, como é o seu dia-a-dia etc.
Depois de concluirmos a oficina, partimos para a socialização do "Avançando na prática". Como no encontro anterior Lacioni não havia conseguido aplicar nenhum avançando com os alunos, nesse encontro ele trouxe duas atividades, os "Avançando na prática" das páginas 50 e o da página 172. Para realizar o "Avançando na prática" da página 50, primeiramente o professor distribuiu e leu o texto "Festas juninas" de Sávia Dumont (pg.35 do Tp). Em seguida pediu para os alunos relatarem oralmente algumas festas ou eventos que eles conhecessem. Na aula seguinte solicitou a redação de um convite para um evento. Já para fazer a tarefa da página 172, o professor organizou a turma em círculo e apresentou a proposta da atividade. Começou falando de sua própria vida, de sua rotina. Em seguida deu a vez para quem quisesse contar algo de seu dia-a-dia para a turma. Na aula seguinte os alunos escreveram um texto sobre um dos casos que escolheram contar.
Ao desenvolver essa atividade, Lacioni percebeu o entusiasmo da turma na hora de "contar os causos", ou seja, a exposição oral das histórias de vida, pois quase todos queriam falar sobre si mesmos.
Concluímos a teoria do TP4 acompanhando a apresentação dos slides abaixo:
Check out this SlideShare Presentation:
Trabalhos dos alunos - "Avançando na prática" da página 50









Resultado do "Avançando na prática" da página 194


O planejamento ficou assim:
1º apresentar aos alunos duas imagens contrárias: da fundação estadunidense na qual mostra pessoas com profissão (ou seja, bem sucedidas profissionalmente) e outra imagem com pessoas na rua, usando drogas, bandidos, pessoas com fome etc
2º lançar perguntas sobre:
a) o que as imagens representam? Quais os possíveis motivos (as causas ) dessa situação?;
b) perguntar a opinião deles sobre qual das imagens as pessoas provavelmente estudaram ou tiveram apoio, puderam desenvolver suas habilidades, tiveram assistência, educação, carinho etc...;
c) Qual a relação entre a situação vivida por essas pessoas e a educação?;
d) O que o estudo, a educação proporciona às pessoas? Lembrar que a educação não é apenas necessária para se ter uma profissão, pois há aquelas que não exigem tanto estudo, porém, ela é extremamente necessária para crescimento próprio, para poder se defender e encontrar os caminhos que dão respostas aos nossos questionamentos etc. Lembrar Paulo Freire no qual diz que não se estuda apenas na escola, mas se estuda quando se debate sobre um problema;
e) O que vocês querem ser "quando crescer"?;
Feitas as perguntas, solicitar que escrevam uma carta ao profissional correspondente a profissão que eles escolheram, perguntando-lhe sobre o trabalho que faz. Se gosta, se é bom, quais as dificuldades que há,( quais são os "ossos do ofício"), se precisou estudar muito, como é o seu dia-a-dia etc.
Depois de concluirmos a oficina, partimos para a socialização do "Avançando na prática". Como no encontro anterior Lacioni não havia conseguido aplicar nenhum avançando com os alunos, nesse encontro ele trouxe duas atividades, os "Avançando na prática" das páginas 50 e o da página 172. Para realizar o "Avançando na prática" da página 50, primeiramente o professor distribuiu e leu o texto "Festas juninas" de Sávia Dumont (pg.35 do Tp). Em seguida pediu para os alunos relatarem oralmente algumas festas ou eventos que eles conhecessem. Na aula seguinte solicitou a redação de um convite para um evento. Já para fazer a tarefa da página 172, o professor organizou a turma em círculo e apresentou a proposta da atividade. Começou falando de sua própria vida, de sua rotina. Em seguida deu a vez para quem quisesse contar algo de seu dia-a-dia para a turma. Na aula seguinte os alunos escreveram um texto sobre um dos casos que escolheram contar.
Ao desenvolver essa atividade, Lacioni percebeu o entusiasmo da turma na hora de "contar os causos", ou seja, a exposição oral das histórias de vida, pois quase todos queriam falar sobre si mesmos.
Concluímos a teoria do TP4 acompanhando a apresentação dos slides abaixo:
Check out this SlideShare Presentation:
Tp4
View more presentations from cleia.
Trabalhos dos alunos - "Avançando na prática" da página 50









Resultado do "Avançando na prática" da página 194


segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Educação!?!
Onde estás?
Como andas neste novo século? Percebes, caro leitor, que eu estou ao teu lado o tempo todo, de diferentes formas, cores, dimensões? Mas percebes que se tu não te mexeres, eu, Educação, vou ficar perdida?
Vamos fazer a nossa história, amigo leitor, dentro da história da educação? Bem, lá vamos nós então...
Em pleno século XXI, a educação do nosso país (subdesenvolvido) tem fortes focos de baixa qualidade que deixam rastros por onde passamos. Precisamos repensar nosso fazer educativo junto às pessoas que estão nas lideranças do poder educacional, juntamente, é claro, com nossos profissionais que realmente colocam a mão na massa lá nas salas de aula, bem como com os alunos, que são a prova viva da falta de qualidade e o baixo índice de aprendizagem nos quatro cantos do Brasil.
Proponho uma reflexão de modo a buscar reverter este quadro no qual a educação brasileira vem se arrastando, no intuito de termos sim, profissionais qualificados, capacitados, competentes e engajados com sua profissão de mestre, capazes de levar para seus alunos, o conhecimento significativo, interligando o seu fazer pedagógico com a realidade do educando que está ali à sua frente para ampliar seus saberes e, a partir da apropriação destes saberes, refletir e reelaborar um novo conhecimento, um novo conceito por si próprio.
Vemos hoje ainda presente nos bastidores da educação, a força política negativa, ou seja, aquela que faz de conta que quer ver a educação brasileira como modelo, como destaque para os países vizinhos e demais, mas que na verdade, gosta de ter sim , é as rédeas curtas para uma boa parte da população, pois lhe é conveniente ter um grupo de cidadãos para controlar e poder ditar as regras do jogo da educação sem qualidade. Há todo um interesse político que impede que a educação brasileira cresça e faça-se ouvir.
Mesmo diante de tanto de desenvolvimento, como por exemplo da ciência e da tecnologia, que impõe mudanças aos processos de aprendizagem, é também verdade que cada passo do desenvolvimento histórico impõe a necessidade de resolver o velho problema de como e quanto instruir quem é destinado a receber tais aprendizagens significativas e a quem é detinado a receber um aprendizado voltado a produção (reprodução sem entender o processo). Vimos,desse modo que há muitos cidadãos que aprendem a gramática, letras e cálculos de acordo com um conjunto de noções básicas necessárias à sua vivência e que, por outro lado, há uma minoria que se prepara para o exercício do poder. Precisamos sim, garantir as condições mínimas para este grande número de cidadãos, a fim de que possam assimilar de maneira confiável, a visão de mundo, as convicções e os valores para terem uma vida digna e respeitosa. Faz-se necessário plantar a sementinha nos corações desses cidadãos, de que são capazes de sentirem sentimentos nobres que favoreçam a prosperidade pública e o desenvolvimento enquanto sujeito ímpar.
Assinalo portanto, este pequeno recorte reflexivo acerca da educação, pois acredito que se queremos ter melhores condições de vida, saúde, lazer e crescimento pessoal e em massa, é necessário uma mudança significativa na educação de modo geral no mundo inteiro, começando pelo nosso pensamento individual, que deve se agregar a outros, e focar para um objetivo único e transformador, com ideais claros e fomentadores de condições sem exclusão e, para tanto, defensores da educação democrática, igualitária, onde todos são protagonistas e constroem a história.
Acredito que as oportunidades que nos são oferecidas, são tentativas de promover abertura aos profissionais de educação para que eles possam atender a demanda heterogênea das salas de aula e, dentro desta diversidade de pensamentos, chegar a uma síntese e não a um consenso, pois senão estaríamos "estacionando" no nosso fazer educativo. Penso que se chegarmos a uma síntese, estaremos em constante reflexão e atentos às mudanças e abertos para conhecer e se apropriar destas mudanças para novamente elaborarmos uma síntese voltada para a construção de ser humano pensante, e no recorte aqui, o nosso aluno de sala de aula.
Sendo assim, vejo no Programa Gestar II, um firme propósito de construção de conhecimento que merece toda credibilidade da nossa parte, na implantação e efetivação destas mudanças para termos uma política educacional de qualidade e de referência positiva.
Texto escrito por Naide Feller - supervisora escolar
Educação!?!
Onde estás?
Como andas neste novo século? Percebes, caro leitor, que eu estou ao teu lado o tempo todo, de diferentes formas, cores, dimensões? Mas percebes que se tu não te mexeres, eu, Educação, vou ficar perdida?
Vamos fazer a nossa história, amigo leitor, dentro da história da educação? Bem, lá vamos nós então...
Em pleno século XXI, a educação do nosso país (subdesenvolvido) tem fortes focos de baixa qualidade que deixam rastros por onde passamos. Precisamos repensar nosso fazer educativo junto às pessoas que estão nas lideranças do poder educacional, juntamente, é claro, com nossos profissionais que realmente colocam a mão na massa lá nas salas de aula, bem como com os alunos, que são a prova viva da falta de qualidade e o baixo índice de aprendizagem nos quatro cantos do Brasil.
Proponho uma reflexão de modo a buscar reverter este quadro no qual a educação brasileira vem se arrastando, no intuito de termos sim, profissionais qualificados, capacitados, competentes e engajados com sua profissão de mestre, capazes de levar para seus alunos, o conhecimento significativo, interligando o seu fazer pedagógico com a realidade do educando que está ali à sua frente para ampliar seus saberes e, a partir da apropriação destes saberes, refletir e reelaborar um novo conhecimento, um novo conceito por si próprio.
Vemos hoje ainda presente nos bastidores da educação, a força política negativa, ou seja, aquela que faz de conta que quer ver a educação brasileira como modelo, como destaque para os países vizinhos e demais, mas que na verdade, gosta de ter sim , é as rédeas curtas para uma boa parte da população, pois lhe é conveniente ter um grupo de cidadãos para controlar e poder ditar as regras do jogo da educação sem qualidade. Há todo um interesse político que impede que a educação brasileira cresça e faça-se ouvir.
Mesmo diante de tanto de desenvolvimento, como por exemplo da ciência e da tecnologia, que impõe mudanças aos processos de aprendizagem, é também verdade que cada passo do desenvolvimento histórico impõe a necessidade de resolver o velho problema de como e quanto instruir quem é destinado a receber tais aprendizagens significativas e a quem é detinado a receber um aprendizado voltado a produção (reprodução sem entender o processo). Vimos,desse modo que há muitos cidadãos que aprendem a gramática, letras e cálculos de acordo com um conjunto de noções básicas necessárias à sua vivência e que, por outro lado, há uma minoria que se prepara para o exercício do poder. Precisamos sim, garantir as condições mínimas para este grande número de cidadãos, a fim de que possam assimilar de maneira confiável, a visão de mundo, as convicções e os valores para terem uma vida digna e respeitosa. Faz-se necessário plantar a sementinha nos corações desses cidadãos, de que são capazes de sentirem sentimentos nobres que favoreçam a prosperidade pública e o desenvolvimento enquanto sujeito ímpar.
Assinalo portanto, este pequeno recorte reflexivo acerca da educação, pois acredito que se queremos ter melhores condições de vida, saúde, lazer e crescimento pessoal e em massa, é necessário uma mudança significativa na educação de modo geral no mundo inteiro, começando pelo nosso pensamento individual, que deve se agregar a outros, e focar para um objetivo único e transformador, com ideais claros e fomentadores de condições sem exclusão e, para tanto, defensores da educação democrática, igualitária, onde todos são protagonistas e constroem a história.
Acredito que as oportunidades que nos são oferecidas, são tentativas de promover abertura aos profissionais de educação para que eles possam atender a demanda heterogênea das salas de aula e, dentro desta diversidade de pensamentos, chegar a uma síntese e não a um consenso, pois senão estaríamos "estacionando" no nosso fazer educativo. Penso que se chegarmos a uma síntese, estaremos em constante reflexão e atentos às mudanças e abertos para conhecer e se apropriar destas mudanças para novamente elaborarmos uma síntese voltada para a construção de ser humano pensante, e no recorte aqui, o nosso aluno de sala de aula.
Sendo assim, vejo no Programa Gestar II, um firme propósito de construção de conhecimento que merece toda credibilidade da nossa parte, na implantação e efetivação destas mudanças para termos uma política educacional de qualidade e de referência positiva.
Texto escrito por Naide Feller - supervisora escolar
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Relatório do 5º encontro - TP4 - Oficina 8
No dia 22 de setembro de 2009, nos encontramos para dar continuidade aos estudos, iniciando o TP4.
Primeiramente assistimos um vídeo sobre letramento.
Em seguida lemos e discutimos sobre o processo da leitura, escrita e cultura presentes nas unidades 13 e 14 do TP4. Refletimos sobre o fato de a linguagem acontecer nas interações que fazemos diariamente, ou seja, a escrita e a leitura fazem parte do nosso cotidiano,e os textos carregam nossa cultura. Cultura, leitura e escrita estão interligadas. À escola, cabe ampliar, divulgar e ensinar técnicas para o aluno desenvolver seu conhecimento, sua criatividade, seu estilo. Ler o mundo desenvolve o conhecimento sobre os usos e funções da escrita. Refletimos também a leitura e escrita numa perspectiva do letramento que visa o ensino-aprendizagem através das questões culturais, as situações sociocomunicativas variadas e a necessidade de interação entre o conhecimento prévio (trazido de casa) e o conhecimento novo (aquele que será aprendido na escola ou em outro lugar).O letramento ocorre quanto mais experiência a pessoa tem com diferentes gêneros textuais escritos.
Para complementar fizemos as aulas 1 e 2 das páginas 47 à 53 do AAA4 e pudemos perceber uma das variações sócio-linguísticas existentes no Brasil.

No segundo momento Lacioni relatou a aplicação do "Avançando na prática" da página 50, avaliando a importância de utilizar a oralidade e a leitura numa sequência de ações para preparar os alunos para a escrita de um texto, pois é preciso planejar o que se vai escrever .
No terceiro momento partimos para a realização na oficina número 8 - unidade 16:

a) Examine a imagem anterior cujo desenho foi baseado em um anúncio de uma fundação
estadunidense que trabalha com crianças que vivem em bairros de periferia. O que acha
que a imagem significa?
b) Em grupo, redija um pequeno texto de propaganda, relacionado à interpretação que
fizeram da imagem. O texto será publicado como um anúncio em jornais e revistas e
deverá exercer função apelativa, de persuasão.
c) Pense nos seus alunos. Adapte essa tarefa para que eles façam em sala de aula: desde o planejamento até a apresentação aos colegas, passo a passo, considere a série e o(s) objetivo(s).
d) Crie uma segunda aula em que vão escolher uma profissão que acham legal e vão
escrever uma carta a um profissional explicando que querem saber sobre a profissão, porque querem saber, o que acham legal nessa profissão, e perguntando sobre o que faz
durante seu dia de trabalho, como precisa se preparar, etc.
Concluimos que a imagem do anúncio mostra a inclusão das pessoas, ou seja, a fundação estadunidense ( na qual o anúncio faz referência ) proporciona às crianças estudo para terem uma profissão no futuro.
Para a elaboração da atividade B, Lacioni e eu elaboraramos uma propaganda apelativa em um cartaz, na qual, estimula a refletir sobre o valor do desenvolvimento do potencial das pessoas. A propaganda consistiu em dois momentos,sendo que, em cada frase utilizada refletiu-se uma imagem relacionada a ela.
Oficina 8 - unidade 16 - TP4




Primeiramente assistimos um vídeo sobre letramento.
Em seguida lemos e discutimos sobre o processo da leitura, escrita e cultura presentes nas unidades 13 e 14 do TP4. Refletimos sobre o fato de a linguagem acontecer nas interações que fazemos diariamente, ou seja, a escrita e a leitura fazem parte do nosso cotidiano,e os textos carregam nossa cultura. Cultura, leitura e escrita estão interligadas. À escola, cabe ampliar, divulgar e ensinar técnicas para o aluno desenvolver seu conhecimento, sua criatividade, seu estilo. Ler o mundo desenvolve o conhecimento sobre os usos e funções da escrita. Refletimos também a leitura e escrita numa perspectiva do letramento que visa o ensino-aprendizagem através das questões culturais, as situações sociocomunicativas variadas e a necessidade de interação entre o conhecimento prévio (trazido de casa) e o conhecimento novo (aquele que será aprendido na escola ou em outro lugar).O letramento ocorre quanto mais experiência a pessoa tem com diferentes gêneros textuais escritos.
Para complementar fizemos as aulas 1 e 2 das páginas 47 à 53 do AAA4 e pudemos perceber uma das variações sócio-linguísticas existentes no Brasil.

No segundo momento Lacioni relatou a aplicação do "Avançando na prática" da página 50, avaliando a importância de utilizar a oralidade e a leitura numa sequência de ações para preparar os alunos para a escrita de um texto, pois é preciso planejar o que se vai escrever .
No terceiro momento partimos para a realização na oficina número 8 - unidade 16:

a) Examine a imagem anterior cujo desenho foi baseado em um anúncio de uma fundação
estadunidense que trabalha com crianças que vivem em bairros de periferia. O que acha
que a imagem significa?
b) Em grupo, redija um pequeno texto de propaganda, relacionado à interpretação que
fizeram da imagem. O texto será publicado como um anúncio em jornais e revistas e
deverá exercer função apelativa, de persuasão.
c) Pense nos seus alunos. Adapte essa tarefa para que eles façam em sala de aula: desde o planejamento até a apresentação aos colegas, passo a passo, considere a série e o(s) objetivo(s).
d) Crie uma segunda aula em que vão escolher uma profissão que acham legal e vão
escrever uma carta a um profissional explicando que querem saber sobre a profissão, porque querem saber, o que acham legal nessa profissão, e perguntando sobre o que faz
durante seu dia de trabalho, como precisa se preparar, etc.
Concluimos que a imagem do anúncio mostra a inclusão das pessoas, ou seja, a fundação estadunidense ( na qual o anúncio faz referência ) proporciona às crianças estudo para terem uma profissão no futuro.
Para a elaboração da atividade B, Lacioni e eu elaboraramos uma propaganda apelativa em um cartaz, na qual, estimula a refletir sobre o valor do desenvolvimento do potencial das pessoas. A propaganda consistiu em dois momentos,sendo que, em cada frase utilizada refletiu-se uma imagem relacionada a ela.
Oficina 8 - unidade 16 - TP4
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Relatório do 4º encontro - TP3
No dia 15 de setembro demos continuidade ao curso do Gestar II, concluindo o estudo do TP3.
Lacioni trouxe as provas de Avaliação Diagnóstica (de entrada), que apresentaram resultado satisfatório, tendo em vista que o número de acertos foi maior que o número de erros. Em seguida, relatou a aplicação do "Avançando na Prática" da página 172 com os alunos da 8ª série.
Para a resolução desta atividade, o professor explicou sobre "A intertextualidade entre gêneros textuais" apresentando aos alunos a letra da música "Monte Castelo".... mostrando a eles que essa música é feita através da intertextualidade,ou seja, composta pelo poema de Camões " Amor é fogo que arde sem se ver"e uma passagem bíblica.Para esta aula o professor aplicou o planejamento abaixo

Em seguida o professor distribuiu o texto "Balas para o crescimento" da página 167, para mostrar como um gênero pode se transportar para outro.
Logo depois propôs aos alunos um exercício de diálogos entre gêneros e para tanto, solicitou a produção textual em duplas de uma receita, dando algumas sugestões, das quais teriam liberadade de escolher.
Logo após a produção, o professor questionou com eles as perguntas da página 172 da atividade 4.
RESULTADO DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA ( DE ENTRADA) APLICADA COM ALUNOS DE 8ª SÉRIE













Avançando na prática - transposição de gêneros textuais ( intertextualidade entre gêneros)







Lacioni trouxe as provas de Avaliação Diagnóstica (de entrada), que apresentaram resultado satisfatório, tendo em vista que o número de acertos foi maior que o número de erros. Em seguida, relatou a aplicação do "Avançando na Prática" da página 172 com os alunos da 8ª série.
Para a resolução desta atividade, o professor explicou sobre "A intertextualidade entre gêneros textuais" apresentando aos alunos a letra da música "Monte Castelo".... mostrando a eles que essa música é feita através da intertextualidade,ou seja, composta pelo poema de Camões " Amor é fogo que arde sem se ver"e uma passagem bíblica.Para esta aula o professor aplicou o planejamento abaixo

Em seguida o professor distribuiu o texto "Balas para o crescimento" da página 167, para mostrar como um gênero pode se transportar para outro.
Logo depois propôs aos alunos um exercício de diálogos entre gêneros e para tanto, solicitou a produção textual em duplas de uma receita, dando algumas sugestões, das quais teriam liberadade de escolher.
Logo após a produção, o professor questionou com eles as perguntas da página 172 da atividade 4.
RESULTADO DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA ( DE ENTRADA) APLICADA COM ALUNOS DE 8ª SÉRIE













Avançando na prática - transposição de gêneros textuais ( intertextualidade entre gêneros)







terça-feira, 8 de setembro de 2009
Relatório do 3º encontro - TP3 - Oficina 6
No dia 8 de setembro nos encontramos mais uma vez nas dependências da Prefeitura Lacioni e eu, para dar continuidade aos estudos do Gestar II -TP3-.
Primeiramente, debatemos o assunto em foco "Gêneros Textuais", para melhor compreensão lemos o texto "Ampliando nossas referências" da página 129,e realizamos as atividades relacionadas às questões de estudo da página 132.
Em seguida assistimos aos slide do TP3
Check out this SlideShare Presentation:
Para realizar a oficina número 6 da página 194, lemos o texto "Composição: O Sálario mínimo" de Jô Soares, e concluímos que ele é semelhante a uma composição infantil,a começar pelo título, tipo de letra e formato que imita uma folha de caderno com estrutura típica de uma redação escolar.. A linguagem do texto é coloquial, com expressões da linguagem oral, por exemplo "lá em casa". Linguagem simples e informal com presença de gírias (nível infantil). Os argumentos e exemplos são utilizados dentro do ambiente familiar. Por outro lado, o texto nao se parece com uma redacao escolar porque uma criança não teria argumentos como os apresentados no texto (abrangendo áreas sociais diferentes) e uso do recurso da ironia o tempo todo.
Ao término deste encontro ficou combinado que Lacioni deverá aplicar com seus alunos o "Avançando na Prática" da página 172, bem como a "Avaliação Diagnóstica" (de entrada).
Primeiramente, debatemos o assunto em foco "Gêneros Textuais", para melhor compreensão lemos o texto "Ampliando nossas referências" da página 129,e realizamos as atividades relacionadas às questões de estudo da página 132.
Em seguida assistimos aos slide do TP3
Check out this SlideShare Presentation:
Tp3
View more presentations from cleia.
Para realizar a oficina número 6 da página 194, lemos o texto "Composição: O Sálario mínimo" de Jô Soares, e concluímos que ele é semelhante a uma composição infantil,a começar pelo título, tipo de letra e formato que imita uma folha de caderno com estrutura típica de uma redação escolar.. A linguagem do texto é coloquial, com expressões da linguagem oral, por exemplo "lá em casa". Linguagem simples e informal com presença de gírias (nível infantil). Os argumentos e exemplos são utilizados dentro do ambiente familiar. Por outro lado, o texto nao se parece com uma redacao escolar porque uma criança não teria argumentos como os apresentados no texto (abrangendo áreas sociais diferentes) e uso do recurso da ironia o tempo todo.
Ao término deste encontro ficou combinado que Lacioni deverá aplicar com seus alunos o "Avançando na Prática" da página 172, bem como a "Avaliação Diagnóstica" (de entrada).
Assinar:
Postagens (Atom)
